Unesco reduz a lista do Patrimônio Mundial em Perigo

O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco decidiu, nesta segunda-feira, eliminar da Lista do Patrimônio da Humanidade em Perigo a Catedral de Colônia (Alemanha), o Complexo Monumental de Hampi (Índia) e parques naturais no Senegal e Tunísia.O Comitê, reunido desde sábado em Vilnius, capital da Lituânia, até 16 de julho, examinará as 37 novas propostas de inscrição na Lista do Patrimônio Mundial, apresentadas por 30 países.Os debates, que podem permitir a retirada de mais sítios ou monumentos desta lista ou a inclusão de outros, continuarão na terça-feira, segundo divulgou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em um comunicado em Paris.Antes das mudanças desta segunda-feira, a Lista do Patrimônio em Perigo contava com 34 hábitats e monumentos particularmente ameaçados, em países como Chile, Venezuela, Honduras e Peru, Afeganistão, Egito, Alemanha e Nepal.A Unesco explica que a proposta das autoridades de Colônia, de reduzir a construção de grandes imóveis ao redor da catedral da cidade e a melhor gestão do monumento, levaram a Organização a tirar essa "jóia da arte gótica alemã" da Lista do Patrimônio em Perigo, na qual foi inscrita em 2004.Da mesma forma, a redução do tráfico e a decisão das autoridades indianas de modificar a implantação de um futuro centro comercial no Complexo Monumental de Hampi também levou os membros do Comitê a tirá-lo da lista, em que entrou em 1999.O lugar, de 25 quilômetros quadrados, abriga ricos templos e palácios construídos entre os séculos 14 e 16 e figura na Lista do Patrimônio Mundial desde 1986.Nessa lista desde 1980 está o Parque Nacional de Ichkeul, Tunísia, e desde 1996 na do Patrimônio em Perigo, devido ao aumento da salinidade das águas do lago, que é hoje o último vestígio de uma cadeia de lagoas na África do Norte.A proibição do uso agrícola de suas águas permitiu reduzir a salinidade e possibilitou o retorno de numerosas aves migratórias, o que levou a Unesco a excluí-lo da lista. Por último, o controle biológico dos gestores do Parque Nacional de Djoudj, no Senegal, Patrimônio Mundial desde 1981 e considerado e perigo desde 2000, lhes permitiu controlar a perigosa proliferação da planta aquática Salvinia molesta.

Agencia Estado,

10 de julho de 2006 | 17h14

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