Unesco vota nesta segunda status de adesão plena de palestinos

A agência cultural da Organização das Nações Unidas decidirá nesta segunda-feira se concede ou não status de membro total aos palestinos no órgão, em uma votação que pode impulsionar a tentativa deles de serem reconhecidos como Estado perante a ONU.

REUTERS

31 de outubro de 2011 | 08h21

A Unesco é a primeira agência da ONU em que os palestinos buscam integração como membro total desde que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, entrou com o pedido de uma cadeira na ONU, em 23 de setembro.

Os Estados Unidos já disseram que vetariam a reivindicação palestina na ONU e também são os principais opositores, com Israel, aos pedidos de que os palestinos sejam membros totais da Unesco e de outros órgãos da ONU.

Mas os palestinos poderão integrar a Unesco se conseguirem apoio de dois terços dos 193 membros, independentemente do status dentro das Nações Unidas, onde atualmente eles são classificados como "entidade observadora".

O ministro de Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad al-Malki, disse no domingo que esperava obter o apoio necessário.

A Unesco informou que a votação na conferência geral em Paris deve acontecer no meio do dia, mas que levaria algum tempo.

Quarenta representantes do conselho de 58 membros votaram a favor de colocar a questão em votação no início do mês, com quatro deles - EUA, Alemanha, Romênia e Letônia - votando contra e 14 se abstendo.

Uma admissão será vista pelos palestinos como uma vitória moral na tentativa de obter a condição de membro pleno da ONU, mas teria um custo para a Unesco.

Dentro da lei norte-americana, a admissão dos palestinos como membro pleno da Unesco levaria a um corte no financiamento proveniente dos Estados Unidos, cuja contribuição representa 22 por cento da verba total da agência.

Washington se opõe ao pedido palestino de uma cadeira na ONU sob o argumento de que isso não ajudaria nos esforços de reviver as negociações de paz com Israel, que sofreram colapso no ano passado.

Já Israel afirma que o pedido palestino seria uma politização da agência e que minaria a capacidade de cumprir seu mandato.

(Reportagem de John Irish)

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