União para deixar de ser promessa

Primeira seleção da Europa a se classificar para o Mundial da África do Sul, terceira colocada no ranking da Fifa, à frente das potências Itália e Alemanha, e sempre temida. Em sua nona oportunidade de disputar um Mundial, a Holanda, como uma das cabeças de chave, tenta, enfim, comprovar sua força e deixar de ser uma eterna promessa. Com uma seleção forte e rápida, apesar da ausência de estrelas consagradas, a "Laranja Mecânica" novamente chega embalada à maior competição de futebol do planeta.

, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

Comandada pelo técnico Bert van Marwijk, a equipe garantiu vaga sem percalços. Foram oito vitórias em oito jogos, com impressionante marca de 17 gols anotados e apenas 2 sofridos. Agora, volta a apostar em seu trio ofensivo, formado pelo meia Van Bommel, do Bayern de Munique, e os atacantes Van Persie, do Arsenal, e Dirk Kuyt, do Liverpool, para brilhar em campos africanos e ir além do 11º lugar da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006.

"Vai ser bem difícil levantar a taça, mas tentaremos chegar à posição mais alta possível", afirma Kuyt. "Você sempre tenta ganhar todos os jogos, ganhar o campeonato. Porém, quando olha outros, como Espanha, Argentina, Brasil, França, Itália, vê que existem muitos times com muita qualidade."

Na Alemanha, a Holanda caiu no grupo mais forte, com Argentina, Sérvia e Costa do Marfim. Passou em segundo, mas depois caiu diante de Portugal. Agora, aposta na união, marca não muito forte em suas seleções, para se sobressair e encantar o mundo, como fez nos vices de 74 e 78, quando chamava a atenção por sua versatilidade, no famoso carrossel holandês. "Estamos em construção e realmente temos de nos manter como um time, tentar nos aproximar uns dos outros, nos transformar em grandes amigos. Acho que detalhes como esse poderão fazer a diferença", acredita Kuyt. A família Scolari, marca da equipe brasileira na conquista de 2002, é bom exemplo de que a união garante conquistas.

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