Unicamp estuda contratação de vigias concursados

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, estudará a contratação de vigias concursados para fazer a segurança nos câmpus, após o assassinato de um estudante numa festa no dia 21. A medida pode pôr fim à ocupação do prédio da reitoria por alunos, em protesto ao anúncio de liberação da entrada da Polícia Militar (PM) na área da universidade.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

15 de outubro de 2013 | 19h06

Nesta quarta-feira, 16, os alunos farão uma nova assembleia, na qual votarão o fim da invasão da reitoria, que completará 14 dias. Eles ocuparam o prédio no dia 3. Na quinta-feira, 10, o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, declarou ser contra a presença da PM na universidade em dias normais e que não assinará um convênio com o governo de São Paulo para construção de uma unidade da polícia dentro do câmpus.

Desde a ocupação da reitoria, os estudantes exigem a proibição de entrada da PM e defendem a contratação de vigias concursados para fazer a segurança. Hoje, 250 seguranças terceirizados fazem o serviço. A polêmica sobre a segurança na Unicamp começou após a morte do aluno do 2º ano de mecatrônica Dênis Papa Casagrande, de 21 anos, durante uma festa clandestina no câmpus. Casagrande levou uma facada no peito e foi espancado por um grupo de punks, numa briga.

A Unicamp tem, desde o dia 4, um mandado de reintegração de posse dado pela Justiça. A ordem determina que a retirada dos estudantes do local com a ajuda de força policial seja cumprida após negociação com os invasores. Por meio de nota, a Unicamp afirmou que mantém a posição de buscar uma solução negociada para a desocupação da reitoria e que houve avanços nos três encontros realizados com os estudantes.

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