Unicamp inicia em julho processo de isonomia salarial

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, inicia em julho o processo de isonomia salarial com a Universidade de São Paulo (USP). Em dois anos, a Unicamp quer equiparar os pisos salariais dos 7,7 mil funcionários de carreira, que estão com uma defasagem de até 56%, em alguns casos, desde 2011.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 16h22

O processo de aumento dos salários começa em julho, com a elevação de até 15% dos pisos para todas as categorias de cargo: básico, médio e superior. Nessa primeira etapa, serão beneficiados 4,2 mil servidores. Hoje, os pisos salariais da Unicamp são de R$ 1.393,14 (funcionário módulo fundamental), R$ 2.058,32 (médio) e R$ 3.881,35 (superior). Na USP, esses pisos são de R$ 1.768,29 (fundamental), R$ 3.212,36 (médio) e R$ 6.040,48 (superior).

Com essa primeira etapa de aumentos, os pisos da Unicamp vão para R$

1.699,73 (fundamental), R$ 2.511,20 (médio) e R$ 4.735,32 (superior). "Nesse primeiro momento, o impacto para Unicamp será muito baixo. Foi apresentado um gasto de R$ 11 milhões a mais de julho a dezembro por conta dessa fase", afirma o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) Diego Machado de Assis.

No segundo semestre, a Unicamp concederá mais um aumento de 5% para todos os servidores e a promoção de 20% deles, dentro de um processo de avaliação de desempenho, que ocorrerá em outubro, dando direito a mais um reajuste de mais 5% para os beneficiados. O processo visa evitar o achamento dos pisos dos funcionários mais antigos. Essa segunda etapa implicará um aumento de gastos de R$ 2 milhões ao mês.

2015

A proposta de isonomia entregue pelo reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, ao STU no dia 11 prevê que em 2014 serão efetivamente equiparados os pisos salariais da universidade com os da USP para os cargos fundamental e médio. Em 2015, serão igualados os pisos dos cargos de nível superior, totalizando um aumento de gastos de R$ 50 milhões.

"Consideramos que essa é uma luta antiga e que o valor para a Unicamp será barato para ela, já que foi apresentada uma reserva de caixa de R$ 1,7 bilhão", afirmou o diretor do STU. Em nota, a reitoria disse que a proposta "busca de forma responsável restabelecer a igualdade entre os pisos salariais" no período de dois anos, "preservando o necessário equilíbrio orçamentário e financeiro".

Jorge, quando assumiu o cargo em abril, definiu como prioritário a tema da isonomia. "São dois problemas. Há um descontentamento e uma certa injustiça porque são duas universidades irmãs, sob o mesmo sistema. O mais grave, institucionalmente, é que estamos perdendo funcionários para a USP", afirmou, na ocasião.

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