Unicef: jovem índio se sente mais discriminado que negro

Jovens indígenas acreditam sofrer mais com o preconceito e consideram que terão mais dificuldades de alcançar seus objetivos do que os jovens negros. A conclusão consta no estudo "Adolescentes e Jovens do Brasil: Participação Social e Política", realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) a pedido do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Fundação Itaú Social e do Instituto Ayrton Senna. O índio foi o grupo que disse se sentir mais discriminado: 44%, sendo que a resposta "aparência, jeito de ser e ter estilo diferente" foi o motivo mais alegado para a discriminação. Pobreza ficou em segundo lugar, citada por 17% dos índios de 15 a 19 anos. Já na população negra pesquisada, 43% dizem que se sentem oprimidos pelo preconceito. Ser afrodescendente, segundo o estudo, foi o motivo alegado por 23% desse grupo, seguido também pela pobreza, com 19%. Nos dois grupos, a baixa escolaridade ou a condição de não estar estudando foram a terceira causa mais lembrada como motivo do preconceito: 11% para índios e 13% para negros.

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

28 de novembro de 2007 | 20h46

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