UniRio investiga nova denuncia de fraude em matrículas

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) investiga mais uma denúncia de fraude em matrículas de seus cursos de graduação. Uma aluna da Escola de Nutrição se inscreveu em 2011 sem que tivesse prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O caso foi descoberto no final de março e após a denúncia, durante o feriado da Semana Santa, uma das salas da coordenação do curso foi arrombada e os computadores foram violados.

ANTONIO PITA, Agência Estado

16 Abril 2012 | 19h24

O novo caso de fraude refere-se a uma aluna que frequentou as aulas sem que seu nome constasse nas listas de aprovados. A fraude foi detectada após a coordenação do curso identificar que havia uma aluna a mais na turma. A estudante teria abandonado o curso após a coordenação ter solicitado seus documentos pela terceira vez. Uma nova sindicância foi aberta para apurar a denúncia. Nesta segunda-feira, a diretora e a vice-diretora da Escola de Nutrição prestaram depoimento à comissão interna que investiga o caso.

Diante das novas denúncias, a reitoria determinou que todos os diretores façam uma varredura em seus registros de matrícula para identificar casos suspeitos. Os diretores das unidades têm até o dia 20 de abril para apresentar um relatório sobre a situação dos estudantes admitidos a partir de 2009.

A Unirio informou por meio de uma nota que só se pronunciará sobre o novo caso após a conclusão das investigações. O prazo para o término da sindicância é de 30 dias. A reitoria também determinou a realização de uma auditoria externa no Sistema de Informações para o Ensino (SIE) da universidade. Uma licitação em caráter emergencial fará a análise do sistema que controla as matrículas da instituição. O objetivo é determinar se o sistema foi invadido.

A nova denúncia acontece uma semana após a descoberta da fraude envolvendo cinco alunos do curso de Medicina da universidade. Os alunos frequentavam as aulas com registros de matrícula de outros estudantes que haviam desistido das vagas. Os alunos foram suspensos e convocados para depôr na universidade, mas não apareceram. O caso foi encaminhado à Polícia Federal.

Na manhã desta segunda-feira, o reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, prestou esclarecimentos ao Ministério Público Federal do Rio, que abriu um inquérito civil para apurar as irregularidades. A Defensoria Pública da União também acompanha as investigações e convocou o reitor para uma reunião. O Ministério da Educação (MEC) considerou as novas denúncias como "muito graves" e informou que vai acompanhar de perto as investigações e cobrar da Unirio agilidade nas investigações. Segundo a assessoria do Ministério, a universidade ainda não apresentou um relatório das investigações.

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