Universitários citam xenofobia na Bolívia

Um grupo de estudantes cearenses que estão na Bolívia cursando Medicina, na cidade de Cochabamba, acusa o governo boliviano de xenofobia. Eles publicaram vídeos na internet com a acusação e pedem ajuda à presidente Dilma Rousseff.

FORTALEZA , O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h04

Um dos autores do vídeo, Eduardo Aquino, diz que estudantes brasileiros são perseguidos por autoridades policiais bolivianas. Ele conta que, no dia 9 deste mês, mais de 60 alunos brasileiros foram presos e levados a uma delegacia em cima de um caminhão. "Não havia nenhum motivo para a prisão", afirma.

Ele conta que os estudantes vivem sob um clima de terror. "Os policiais estão invadindo as casas onde moram os brasileiros sem ordem judicial. Eles estão desrespeitando o acordo do governo brasileiro com o governo boliviano."

A situação se agravou quando, no mês passado, um cambista boliviano foi assaltado e dois brasileiros foram apontados como suspeitos. Isso, segundo Aquino, teria desencadeado a perseguição aos estudantes. Há dez dias, os universitários fizeram um protesto em frente ao consulado brasileiro na Bolívia. Foi lá que eles gravaram o vídeo.

Os cearenses também denunciam que os comerciantes bolivianos aumentam os preços ao identificarem que o cliente é brasileiro. Os brasileiros procuram a Bolívia para estudar Medicina porque lá não há vestibular e o curso sai por menos da metade do preço em relação a uma universidade privada no Brasil.

O consulado brasileiro diz apurar o caso. E informa que moram na Bolívia cerca de 70 mil brasileiros, 12 mil estudando em Cochabamba. / LAURIBERTO BRAGA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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