Universitários reclamam de paralisação

Alunos de universidades federais em greve apoiam as reivindicações de seus professores ao governo, como mudanças no plano de carreira, reajustes salariais e melhores condições de infraestrutura. Porém, muitos reclamam da paralisação das aulas, que já dura mais de dois meses.

LUIS CARRASCO , O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 03h04

Segundo a estudante de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marília Moraes, de 24 anos, a greve não atrapalhou os alunos do último ano, que fazem residência. Os demais foram prejudicados. "Falaram que a gente vai ter reposição das aulas, mas deve ser tudo corrido, porque temos muito conteúdo e a nossa grade é superapertada."

O estudante de Filosofia Pedro Almeida, também da Unifesp, lamenta não poder se formar neste ano, mas não culpa os docentes. "A infraestrutura do câmpus de Guarulhos está caótica, não tem como não apoiar a greve."

Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Cinthia Oliveira relata que alunos xerocaram o contracheque de uma professora, para mostrar quão baixo é o salário. "A greve é uma forma legítima de reivindicação, mas são poucos os alunos engajados", comenta.

Sisu. Por causa da greve, o MEC prorrogou por 24 horas as inscrições no Sistema de Seleção Unificado (Sisu). O calendário, no entanto, foi mantido. "Queremos ter uma margem de segurança para que nenhum estudante seja prejudicado", disse o ministro Aloizio Mercadante. / COLABOROU ALANA RIZZO

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