UPPs sofreram abalo após caso Amarildo, admite Pezão

UPPs sofreram abalo após caso Amarildo, admite Pezão

Candidato à reeleição pelo PMDB, governador do RJ afirmou que '99% dos policiais' foram preparados para a guerra

Estadão Conteúdo

19 Setembro 2014 | 13h29

O governador do Estado e candidado à reeleição pelo PMDB, Luiz Fernando Pezão, admitiu em entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira, 19, que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs, principal projeto da atual gestão na área de segurança, "sofreram um abalo" com o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, torturado e assassinado por policiais da UPP da Rocinha em julho de 2013, segundo denúncia do Ministério Público do Estado.

"As UPPs sofreram um abalo sim, não tem como a gente tapar o sol da peneira", declarou o candidato. Uma repórter havia perguntado se o sumiço de Amarildo e a prisão do major Edson Santos, então comandante da UPP da Rocinha, foram o início da derrocada das UPPS. O caso do pedreiro foi tema de grandes manifestações no ano passado e seu corpo nunca apareceu.

Segundo Pezão, "99% dos policiais" foram preparados para a guerra, mas a atual gestão está investindo em formação. Indagado sobre a prisão de um coronel da cúpula da Polícia Militar nesta semana sob acusação de integrar um quadrilha, o governador reconheceu que formação de policiais precisa ser aprimorada.

Pezão voltou a defender a redução da maioridade penal. Segundo ele, houve recorde de prisões este ano, mas a PM "enxuga gelo", porque jovens infratores são soltos na delegacia.

O candidato defendeu os gastos de mais de R$ 1 bilhão na reforma do estádio do Maracanã para a Copa do Mundo e afirmou considerar "razoável" o custo da obra. "A gente restaurou um coliseu. Acho que foi razoável o custo da obra pelo que representa o estádio."

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