Usina não ameaça fauna, diz biólogo

Um dos primeiros pesquisadores a analisar os impactos da construção da usina no Rio Madeira, há quase dez anos, o biólogo Jansen Zuanon, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), afirma que as 40 novas espécies descobertas pelo inventário correm poucos riscos. "A ameaça de se extinguir espécies endêmicas seria maior se tivessem sido encontradas no local onde é construída a usina. Como estão espalhadas numa área de 2 quilômetros, a margem é menor", diz.

O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2012 | 02h06

Segundo Zuanon, os primeiros estudos ambientais sobre a viabilidade do empreendimento, feitos com menos recursos, têm se confirmado na prática: "Naquele momento havia um conjunto de dados muito limitado e havia dúvidas sobre a dificuldade de fazer estudos nas áreas de águas barrentas da Amazônia".

João Alves de Lima Filho, da Universidade de Rondônia, admite que é preciso conhecer a influência do ecossistema sobre as espécies. "A ideia é observarmos as possíveis implicações antes, durante e depois do projeto, em mais de dez anos de estudos."

Nos próximos meses, o programa de conservação deve diminuir a tarefa de catalogar a ictiofauna para se dedicar à monitoração das espécies conhecidas. O consórcio diz que o principal impacto, a interrupção de rotas de migração, tem sido contornado. "Foi construído o Sistema de Transposição de Peixes, um grande canal que possibilita a subida dos peixes e sua passagem pela estrutura da usina", diz o biólogo Alexandre Marcal, analista da Santo Antônio Energia. / B.D.

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