Uso da capacidade na indústria volta a nível pré-crise

A utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria aumentou 0,8 ponto percentual em abril na comparação com março e atingiu 83 por cento, nível vigente antes do agravamento da crise global em 2008, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira.

REUTERS

08 de junho de 2010 | 11h38

O indicador aponta a capacidade que as empresas têm de aumentar sua produção para responder a uma elevação da demanda e é considerado um medidor de potenciais pressões inflacionárias.

A UCI aumentou 3,6 pontos frente a abril de 2009, segundo dados dessazonalizados. Em setembro de 2008, antes do agravamento da crise global, a UCI foi de 83,1 por cento.

A elevação da UCI em abril ocorreu a despeito de uma aparente perda de dinamismo na indústria no mês. O faturamento da indústria caiu 4,9 por cento em abril frente a março, enquanto as horas trabalhadas recuaram 3,4 por cento, segundo dados dessazonalizados.

A CNI previu que a UCI poderá superar em breve o nível recorde de 83,8 por cento, atingido em fevereiro de 2008, mas a expectativa é de que o indicador não siga apresentando aumentos mensais tão altos quanto o de abril.

"O que estamos observando é que já há uma tendência de acomodação do ritmo de crescimento da demanda doméstica", afirmou o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, a jornalistas.

Ele destacou o fim dos estímulos fiscais e de crédito vigentes no primeiro trimestre. Do lado da oferta, o economista afirmou que os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados nesta terça-feira pelo IBGE mostraram uma elevação importante do investimento.

A formação bruta de capital fixo, uma medida dos investimentos, avançou 7,4 por cento na comparação trimestral e 26 por cento na anual, influenciada principalmente pela produção interna de máquinas e equipamentos, informou o IBGE.

(Reportagem de Isabel Versiani)

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