Uso de carro deve continuar em alta na cidade

As projeções da SPTrans para o transporte paulistano preveem que haverá pouca mudança nas viagens feitas de carro. Os congestionamentos da cidade devem continuar. Isso porque há o que a SPTrans chama de "frota reserva" de carros na Grande São Paulo. São cerca de 3,5 milhões de automóveis que não são usados durante a semana, mas que estão à disposição de seus donos.

BRUNO RIBEIRO, Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 09h42

O superintendente de Planejamento de Transporte da SPTrans, Laurentino Junqueira, explica que, conforme o trânsito da cidade for melhorando, esses motoristas vão ter incentivo para sair de casa. "Com qualquer mudança que resulte em melhoria viária, essa frota sai da garagem." A expectativa de menos congestionamento faz com que mais carros saiam às ruas e tudo fique como está.

A preferência por carro também passa por fatores psicológicos, como a preferência de ficar sozinho durante o caminho.

Mas embora o individualismo seja citado como uma característica humana, políticas públicas podem desincentivar esse comportamento. Junqueira dá como exemplo a cidade de Tóquio, no Japão: "Cerca de 60% das viagens em Tóquio são feitas de Metrô. 35% são de carro e 5% de ônibus", afirma, considerando que os custos para manter o carro lá também são maiores. "O cidadão lá, quando vai comprar o carro, tem de provar até que tem lugar para estacionar", diz o secretário adjunto de Transportes, Pedro Luiz Brito Machado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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