USP anuncia projeto de museu para a tolerância

O novo Museu da Tolerância, da Universidade de São Paulo (USP), teve na sexta-feira seu projeto arquitetônico apresentado ao público. Além de um local de exposições, o museu vai contar com auditório para até 800 pessoas, biblioteca, cinemateca, sala de convivência e um centro de pesquisa. "Não será um museu à moda antiga, só de peças. Será uma verdadeira escola virtual", afirmou Anita Novinsky, fundadora e presidente do museu. "É um modelo único, o primeiro do gênero na América Latina."

, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2010 | 00h00

O principal objetivo do museu é combater intolerâncias políticas, religiosas, culturais e sociais. Portanto, haverá seções temáticas sobre índios, africanos e judeus, minorias tradicionalmente vítimas de intolerância. "Crianças, adolescentes e adultos poderão aprender sobre os fenômenos históricos que produziram tanto sofrimento à humanidade", diz a fundadora.

Segundo o projeto, o Museu da Tolerância terá como principal público o escolar. Serão organizadas visitas gratuitas de estudantes da rede pública. "Elas servirão para educar as novas gerações, para que elas evitem tanto derramamento de sangue como tem havido", explica Anita.

A construção do museu, que ainda depende de verbas de doadores, começa por iniciativa do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP). Ele será erguido em uma área localizada na Avenida Lineu Prestes, próxima à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, na Cidade Universitária.

O projeto do prédio foi escolhido em um concurso nacional, lançado pela USP e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, em 2005. Os vencedores foram Juliana Corradini e José Alves, ex-alunos da USP, com a proposta de um museu que representasse um "monumento à liberdade e à ousadia".

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