USP lidera lista das melhores instituições latino-americanas

Brasil domina ranking com 65 universidades entre as 200 melhores, segundo consultoria QS, responsável pelo estudo

ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2011 | 03h03

O Brasil, liderado pela Universidade de São Paulo (USP), domina amplamente, à frente de México, Argentina e Chile, o primeiro ranking de universidades latino-americanas elaborado pela consultoria QS e divulgado hoje pelo site TopUniversities.com.

O Brasil colocou 65 universidades entre as 200 primeiras da lista. Em seguida estão México (com 35), Argentina (25) e Chile (25). "Enquanto países desenvolvidos cortam os gastos com universidades, o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) está investindo grandes somas na construção de instituições de alto nível", avaliou o diretor do TopUniversities.com, Danny Birne. Para ele, esses países consideram a educação um elemento-chave para o seu desenvolvimento.

Na lista das dez primeiras universidades (mais informações nesta página), o Brasil colocou, além da USP, a Universidade Estadual de Campinas e a Universidade Federal de Minas Gerais .

Para esta primeira edição do ranking latino-americano, a QS se baseou em critérios como proporção de professores com doutorado e produtividade de pesquisas, entre outros.

Segundo os autores, as instituições do Brasil ocupam 8 dos 10 primeiros lugares quando o assunto é produtividade em pesquisas. O País têm também a maior proporção de acadêmicos com doutorado.

Os autores enfatizam que o número de matrículas universitárias triplicou nos últimos dez anos no Brasil. "Um ensino superior de qualidade mundial será central para o desenvolvimento, e o novo ranking da QS mostra que os investimentos do Brasil estão começando a render benefícios", disse Ben Sowter, chefe de pesquisas da QS, em nota.

No ranking das melhores universidades do mundo, também da OS, que é liderado pela britânica Universidade de Cambrige, a USP chegou apenas à 169.ª posição, sendo a única latino-americana entre as 200 melhores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.