USP terá moradia para estrangeiros no centro de SP

Dois prédios comerciais desocupados e deteriorados no centro de São Paulo serão destinados ao alojamento de estudantes em intercâmbio na Universidade de São Paulo (USP). Vazios há cerca de três anos, os edifícios foram desapropriados pela Prefeitura e repassados ontem à universidade.

AE, Agência Estado

13 de julho de 2011 | 09h59

Ao todo, 300 estudantes estrangeiros poderão morar, a preço de custo, em 98 apartamentos conjugados ou de um dormitório. Os prédios terão subsolo e terraço como espaços de convivência. Segundo o reitor da USP, João Grandino Rodas, as vagas estarão disponíveis em um ano.

O prefeito Gilberto Kassab (sem partido) disse que a destinação dos prédios foi uma demanda do Consulado-Geral da França em São Paulo, atendida pela Secretaria Municipal de Relações Internacionais. Kassab avaliou que a presença de estudantes estrangeiros no centro será positiva. O secretário municipal de Habitação, Ricardo Pereira Leite, disse que a diversidade é importante para a requalificação da região. Ele salientou que escolher a ocupação dos apartamentos cabe a quem paga as obras - no caso, a própria USP.

Em discurso, o reitor se defendeu: "Se (alunos) desejarem residências no centro ou uma reforma (na unidade mantida pelo Centro Acadêmico 11 de Agosto), é preciso que a maioria que deseja não se deixe levar por minorias que não querem nada. É importante que se coloque isso, para que não pareça que a USP está voltada à residência internacional e não à de alunos brasileiros," disse Rodas.

Construídos em 1958, os prédios serão batizados e terão decoração em homenagem aos artistas Tarsila do Amaral e Villa-Lobos. A Prefeitura gastou R$ 1 milhão com os projetos de recuperação. A USP deverá gastar outros R$ 9 milhões - R$ 5 milhões com reforma e outros R$ 4 milhões que serão devolvidos à Prefeitura, referentes a desapropriações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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