USP, Unicamp e Unesp participarão de projeto

As 1.206 escolas de São Paulo com baixo desempenho que terão intervenção e atenção especial do governo do Estado vão contar ainda com o apoio de alunos das três universidades estaduais. Parceria com a USP, Unicamp e Unesp vai possibilitar que os alunos dessas universidades colaborem com os esforços para melhora no aprendizado nessas unidades.

PAULO SALDAÑA, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2011 | 03h08

Essas escolas são consideradas de maior vulnerabilidade, com baixo desempenho, rotatividade de professores e estão em áreas carentes. "A parceria vai possibilitar que os estudantes das três universidades estejam presente nessas unidades", afirmou ontem o secretário da Educação, Herman Voorwald.

O reitor da USP, João Grandino Rodas, explicou que os alunos estão atuando nas unidades próximas às respectivas universidades, mas que há a possibilidade de o projeto se estender para além das 1.206 escolas já selecionadas. "A iniciativa renderá frutos para todos: para as escolas e para a universidade. Com certeza vai aumentar a qualidade dos nossos alunos", disse Rodas.

A priorização nesse grupo de escolas consideradas vulneráveis faz parte de um programa que tenta melhorar a educação na rede estadual. O projeto, com investimentos ainda não divulgados, foi apresentado ontem. Entre as ações, o governo vai criar um regime de dedicação integral para professores e diretores da rede de educação básica. Os docentes não poderão acumular aulas em outras escolas e, em contrapartida, receberão gratificação. A secretaria já definiu o valor, mas não divulgou.

O novo modelo será iniciado a partir de 2012 em 19 escolas espalhadas pelo Estado - onde haverá ampliação de carga horária, de seis para oito horas diárias, além da criação de disciplinas eletivas. Cinco unidades são da capital e o restante, do interior.

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