Usuários de games também resultam em bons líderes, diz IBM

É a conclusão de um estudo conjunto da gigante de informática e de consultoria

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 14h38

Regular os excessos dos filhos (não importa a idade deles) na hora da jogatina é uma medida saudável e responsável. Mas um novo estudo, divulgado pela IBM e pela consultoria norte-americana Seriosity mostra um lado positivo dos games: eles geram bons líderes e pessoas preparadas para atuar no mercado contemporâneo.É o que aponta estudo publicado pelas empresas e que compara a capacidade de liderança em jogadores de games massivos online (os chamados MMORPGs) com a liderança no mundo corporativo.A sugestão da Seriosity é simples: como o mundo se torna cada vez mais distribuído e ´virtual´, os jogos online podem fornecer subsídios importantes sobre relacionamento entre pessoas e sobre o gerenciamento de equipes."As organizações estão reconhecendo o valor de funcionários que jogam games online e aplicando suas habilidades e experiências como líderes virtuais em suas posições no ´mundo real´!", disse Jim Spohrer, diretor de pesquisa em serviços no Centro de Pesquisas da IBM em Almaden, na Califórnia.Não que seja um incentivo à liberação plena dos jogos online, mas o relatório sugere que alguns aspectos de interação nos MMOGs pode ser usado para identificar potenciais chefes de equipe.O estudo analisa, por exemplo, que os jogos online reúnem milhares -às vezes milhões- de jogadores que interagem com complexos ambientes virtuais, se auto-organizando entre si, desenvolvendo habilidades individuais, estratégias de atuação em grupo e entre os jogadores existem líderes que são capazes de recrutar, motivar e organizar seus parceiros com diferentes perfis para atingir uma finalidade comum."Os MMORPGs são um retrato do contexto dos negócios, de uma maneira muito mais intensa do que se poderia pensar", afirma Byron Reeves, Ph.D. Em Comunicação na Universidade de Stanford. "Eles anunciam um futuro possível para os negócios, que é aberto, virtual, baseado em conhecimento e construído a partir de uma enorme força de trabalho que é voluntária ou pelo menos transitória", afirma.EstudosJá faz algum tempo que a IBM acompanha o desenvolvimento de mundos virtuais. A empresa é uma das incentivadoras do uso do Second Life, não como um game propriamente dito, mas como uma plataforma de estudos sobre interações entre pessoas nos mundos virtuais.A empresa também elabora simulações e pesquisas em ambientes controlados para avaliar estratégias de relacionamento e colaboração.

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