Útero é arrancado sem paciente saber que estava grávida

A dona de casa Cenira Maria dos Santos, de 37 anos, estava grávida de quatro semanas quando teve o útero retirado em uma clínica da Baixada Fluminense, credenciada do Sistema Único de Saúde. A paciente não sabia da gravidez e fez a cirurgia porque havia sido diagnosticada com miomas. A família decidiu processar a clínica e o médico.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

26 de junho de 2012 | 10h18

Cenira recebeu o diagnóstico de que tinha dois miomas no útero em agosto, por meio de uma ultrassonografia. Foi ao médico, que indicou a histerectomia (retirada do útero) - realizada em 11 de abril no Hospital das Clínicas de Belford Roxo.

O resultado da biópsia indicou que ela estava grávida de um bebê de cerca de três centímetros, ou quatro semanas de gestação. O exame revoltou o casal, evangélico, que já tem duas filhas - de 11 e de 6 anos. "Jamais pensei em tirar um filho", emocionou-se Cenira.

"Entre a ultrassonografia e a cirurgia não fizeram nem um exame de urina nela", disse o marido de Cenira, o taxista Rubens Gomes. "A direção da clínica disse que não é responsável. Então fazem um aborto dentro do hospital deles e eles não são responsáveis?" Procurado, o hospital não atendeu a reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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