Uvas

Em Itata, as videiras geralmente são arbustos que saem de um

O Estado de S.Paulo

26 Junho 2014 | 02h08

tronco (grosso, nas videiras velhas) e chegam até o chão. Os cachos se escondem sob os ramos e folhas e essa proteção dá um ritmo de maturação mais lento, o que resulta em menor potencial alcoólico e maior acidez dos vinhos.

As vinhas velhas estão plantadas conforme o costume da época, mescladas no campo. É possível encontrar videiras de País, Moscatel, Cinsault e Moscatel rosa lado a lado, sem ordenamento. A País foi uma das primeiras variedades cultivadas no Chile. Normalmente é uma variedade de pouca complexidade aromática e certa rusticidade nos taninos. Mas em Itata as vinhas velhas, centenárias em muitos casos, estão plenamente adaptadas ao terroir e conseguem amadurecer seus frutos com maior equilíbrio.

A Moscatel de Alexandria, também antiga, mostra equilíbrio entre maturação e acidez e tem sido utilizada para produção de espumantes pelo método tradicional (um pouco diferente do estilo dos moscatéis brasileiros). São secos, com aromas florais e minerais.

O grande destaque da região é a Cinsault. A variedade, do Mediterrâneo, chegou a Itata na mesma época que a Carignan chegou ao Maule, a partir de 1850. Tem a rusticidade domada pela idade das plantas, com a vantagem de precisar de menos calor que a País para amadurecer os frutos.

Se os chilenos sentiam a falta de identidade em seus vinhos, aqui há de sobra. Além dos aromas exóticos de especiarias, com aroma que remete ao de pimenta-rosa.

E a variedade local deve crescer ainda: plantações mais recentes concentram o foco em uvas de clima frio, como Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling.

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