Vacas leiteiras serão rastreadas no RS

Uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul fará a rastreabilidade de vacas leiteiras no Estado. A parceria foi firmada entre a Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e a Emater/RS, que será a certificadora dos animais. A estimativa é que somente com os animais pertencentes aos cerca de 400 sócios diretos, além de associados em 22 cooperativas e onze núcleos, o número de vacas rastreadas ultrapasse 3 milhões de cabeças.Segundo a responsável técnica pela certificadora Emater, Sonia Desimon, o acordo permitirá a certificação das vacas a preços mais baixos. ''''Embora a rastreabilidade não seja obrigatória para o gado de leite, a certificação será um diferencial. A parceria vai melhorar a condição do Estado como exportador de produtos lácteos'''', acredita Sonia. Ela explica que apesar de a iniciativa ser da Gadolando, outras associações e cooperativas podem aderir ao projeto. ''''A expectativa é que todo o rebanho do Estado seja rastreado.''''Produtores grandes pagarão R$ 80 de anuidade, mais R$ 1,75 por animal rastreado e pela vistoria, que é o deslocamento do técnico até a propriedade. Dos produtores menores não será cobrada a vistoria e a anuidade será de R$ 40.Para o superintendente técnico da Gadolando, José Luiz Rigon, a iniciativa é importante porque, a cada dia, surgem novas barreiras sanitárias no mercado. ''''O leite do Rio Grande do Sul terá uma condição diferenciada, tanto no mercado interno quanto no externo.'''' Segundo ele, o Estado já é o primeiro em produção de leite inspecionado e possui, hoje, em torno de 960 mil vacas em lactação.O acordo será oficializado durante a Expointer 2007, que ocorrerá de 25 de agosto a 2 de setembro, em Esteio (RS).

O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2007 | 02h00

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