Vaccarezza manifesta apoio mas afirma que Lupi fala demais

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), declarou nesta quinta-feira seu apoio ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mas afirmou que o colega tem falado além da conta.

REUTERS

10 de novembro de 2011 | 17h22

Na terça-feira, Lupi, afirmou que só deixaria a pasta alvo de denúncias de irregularidades "abatido à bala". A declaração soou como um desafio à própria presidente Dilma Rousseff.

"O Lupi é ministro, ele não está ministro. E como ministro do governo, ele tem todo o nosso apoio", disse Vaccarezza a jornalistas. "Acho, no entanto, que ele devia falar um pouco menos, mas ele mesmo disse isso."

O desconforto causado pela declaração da terça-feira motivou o ministro a pedir desculpas públicas na manhã desta quinta, em uma audiência na Câmara dos Deputados. Lupi afirmou que não tinha a intenção de ser agressivo e encerrou o pedido de desculpas com um "eu te amo" dirigido à presidente.

O Ministério do Trabalho é foco de denúncias de que assessores e ex-servidores operariam um esquema de cobrança de propina de organizações não-governamentais (ONGs) conveniadas com a pasta. O dinheiro seria desviado para abastecer o caixa do PDT, partido de Lupi.

Desde o início do governo Dilma, as suspeitas de irregularidades já provocaram a saída de Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte).

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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