Vacinação contra pólio tem nova estratégia

A campanha de vacinação contra paralisia infantil começa neste sábado, com um dia de mobilização nacional. Os menores de 5 anos que já tenham sido imunizados também devem ser levados a um dos 115 mil postos de vacinação, entre 9 horas e 17 horas, para receber uma dose de reforço.

LÍGIA FORMENTI , BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2012 | 03h04

Quem não puder comparecer a um dos postos volantes no sábado poderá procurar os postos fixos até dia 6 de julho. Profissionais de saúde dos locais deverão ser consultados antes de a vacina ser aplicada em crianças com doenças graves. Aquelas que tiverem febre superior a 38°C ou infecções também devem ser avaliadas por médicos.

A meta é vacinar 13,4 milhões de crianças. Este ano, a estratégia será alterada. Haverá apenas um dia de mobilização nacional para vacinação contra a pólio. No segundo semestre, o dia D deverá ser organizado para atualizar a carteira com vacinas que estiverem em atraso.

A partir de agosto, crianças que completarem 2 meses e tiverem iniciando a cobertura vacinal deverão receber a imunização injetável contra a pólio, em vez da oral. A versão injetável será repetida aos 4 meses. A partir do terceiro reforço, crianças receberão a vacina oral.

O último caso de pólio registrado no Brasil foi em 1984. Desde 1994, o País tem certificado de eliminação da doença. As campanhas, no entanto, continuam sendo necessárias porque o vírus circula no mundo. Três países são considerados endêmicos para a doença: Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

A cobertura vacinal média de pólio é de 95% no Brasil, mas não é uniforme. Em cidades de alguns Estados do norte, o porcentual de crianças imunizados é menor.

As autoridades de saúde desconfiam que a diferença seja provocada pelo fato de que alguns moradores, principalmente em áreas afastadas, procurem outras cidades para se vacinar.

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