Vai esperar derreter?

O mais divertido filhote do sorvete combina com momentos de descontração e é também fácil de preparar

Cíntia C. Da Silva e Giovanna Tucci, O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2008 | 03h21

O jeito de apreciar um picolé pode variar muito. Há quem arranque o invólucro de papel de uma vez, enquanto outros o fazem aos poucos. Muitos não têm o menor pudor em acabar logo com a guloseima a mordidas. Outros ainda preferem consumi-la quase em sincronia com seu derretimento natural - ou totalmente fora de ritmo, o que resulta na lambança típica das crianças. Não importa. O fato é que este filho mais sapeca do sorvete, nascido como popsicle nos EUA, há 103 anos, é antes de tudo divertido de se apreciar - parece improvável associá-lo a qualquer tipo de solenidade. Mas é também um doce muito gostoso de se preparar.     Veja também: Sabores congelados Com ou sem buzina, abram alas: o sorveteiro vem aí! Picolés autorais ou populares? Escolha Paladar revirou geladeiras, interpelou sorveteiros de carrinho, recorreu a chefs do Brasil e do exterior. Sem querer estragar a magia singela do sorvete simples espetado por um palito, fomos entender o que vai na alma de um bom picolé. E juntamos dicas, receitas e histórias que podem ajudar. Queremos que você se aventure a fazer desde um trivial exemplar de manga até um menos óbvio de pepino e dill. Traçamos ainda um painel do que há no mercado, e tem de tudo: de clássicos como o Chicabon a invencionices coreanas como os picolé de melão Melona e o de feijão B.B.Big, famosos no bairro da Liberdade. E o picolé, apesar de parecer sempre o mesmo na essência, segue em franca evolução. Na Europa, explica o chef Laurent Suaudeau, sócio da sorveteria Vipiteno (R. Manuel Guedes, 85), está cada vez mais comum tratá-lo à maneira do que se faz com o sorvete de massa: acrescentando coulis, calda de chocolate, farofa... "Queremos trazer isso para cá, mas é algo que precisa de um bom investimento", explica. Já o chef pâtissier Ramiro Bertassin, do Hotel Renaissance, participou da última Copa do Mundo de Gelateria em Rimini, Itália, e provou vários picolés na terra dos gelatti. "A consistência era a mesma dos que fazemos aqui, mas o sabor das frutas era bastante proeminente", contou. O segredo? "Escolher matéria-prima de qualidade. Para um picolé de fruta, use (e faça) a polpa. Para que o de limão perca a acidez, é só ferver o suco por cinco minutos", ensina Bertassin. Fácil demais? Pois tem que ser mesmo: é picolé.

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