Vale anuncia mais um contrato na Itália, mas ainda falta China

A Vale anunciou nesta segunda-feira o fechamento de mais um contrato com uma siderúrgica italiana para queda do preço do minério de ferro em 28,2 por cento em 2009, mas ainda aguarda negociações com a China, seu principal mercado.

REUTERS

20 Julho 2009 | 11h08

Segundo comunicado da Vale, o acordo foi fechado com a italiana Lucchini SPA, que segue o contrato anunciado na sexta-feira com a também italiana Ilva.

O preço das pelotas caiu 48,3 por cento, o mesmo valor estabelecido para os demais contratos deste ano da mineradora brasileira.

A Vale estabeleceu o preço de referência para o minério de ferro pela primeira vez este ano no dia 10 de junho, com a japonesa Nippon Steel e a sul-coreana Posco, em meio a uma das mais tensas negociações da indústria para definir o preço que será base para os contratos de 2009.

A Vale obteve este ano vantagem em relação ao preço acordado por uma de suas principais concorrentes, a Rio Tinto, que obteve queda de 33 por cento para o preço do minério de ferro este ano, depois de ter conseguido ajuste melhor do que a Vale para o produto em 2008.

A indústria ainda não conseguiu no entanto chegar a um consenso com a China, principal mercado da Vale, com negociações hoje lideradas pela Cisa (Associação de Minério e Aço da China).

Em desvantagem no início das negociações com as siderúrgicas devido à queda da demanda de aço durante o auge da crise financeira, as mineradoras agora veem o aumento do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês, o que indica maior procura pela matéria-prima.

Pressionadas anteriormente para redução de preços em torno dos 40 por cento pelas siderúrgicas chinesas, as mineradoras agora tentam impor o "benchmark" estabelecido com os outros clientes para o mercado da China, de 33 por cento no caso das australianas e de 28,2 por cento no caso da Vale.

As ações da Vale têm reagido favoravelmente a este cenário mais favorável e subiam 2,65 por cento nesta segunda-feira, enquanto o Ibovespa valorizava 1,84 por cento.

(Por Denise Luna)

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