Vale descarta compras e não tem pressa em fechar preço

O presidente da Vale, Roger Agnelli, descartou eventuais aquisições de concorrentes no momento, após a empresa ter sido novamente citada na mídia como eventual participante em negócios de consolidação no setor.

REUTERS

25 Junho 2009 | 13h18

Segundo ele, os comentários nos últimos dias, que se seguiram à proposta de fusão em partes iguais da Xstrata com a Anglo American, são "mera especulação".

"O mercado especula muito, não estamos interessados", disse a jornalistas nesta quinta-feira após assinar memorando com a Petrobras para a exploração de um bloco no Espírito Santo.

O presidente da Vale afirmou não ter pressa para fechar acordo com a China sobre o preço do minério de ferro para 2009, afirmando que está "dando tempo ao tempo" e que não há limite de prazo para o acordo.

"A discussão sobre a criação de um índice para o minério de ferro trouxe um pouco a mais de nervosismo para as negociações nos últimos dois anos, e por isso entendemos que o benchmark é o melhor sistema", reafirmou Agnelli falando da preferência pelo sistema de referência de preços.

Ele afirmou que para a companhia o benchmark este ano já está fechado --queda de 28,8 a 44,47 para o minério de ferro e 48,3 para pelotas-- e que não há motivo para os clientes chineses conseguirem um desconto maior.

A Vale já fechou acordo de preços para 2009 com clientes no Japão, Coréia do Sul e a europeia ArcelorMittal.

Agnelli admitiu no entanto que poderá continuar flexibilizando a comercialização do seu produto com vendas no mercado spot.

"O nosso entendimento é que o benchmark global está fechado, e a Vale está preparada para atender os clientes que queiram ser atendidos no benchmark já estabelecido e preparada para atender no mercado spot (à vista)", explicou.

Ele confirmou que no momento a Vale está vendendo minério no mercado spot da China mas disse não acreditar que as siderúrgicas do país asiático fiquem apenas com o mercado spot, apesar de confirmar que a companhia tem comercializado minério nesse mercado.

"Talvez no curto prazo faça sentido, mas no médio e longo viraria um inferno a questão do preço, acho absolutamente descartável (a idéia de que) a China poderia migrar totalmente para o spot",

As ações da Vale caíam 0,8 por cento por volta das 11h35 nesta quinta-feira, enquanto o Ibovespa subia 0,1 por cento.

(Reportagem de Denise Luna)

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