Vale fecha preço do minério com Ilva e empresa turca

A Vale informou nesta sexta-feira que fechou acordo com a siderúrgica italiana Ilva para redução do preço do minério de ferro em 28,2 por cento este ano, na comparação com 2008, valor de referência que já havia conseguido com clientes do Japão e da Coreia do Sul, além da europeia ArcelorMittal.

REUTERS

17 Julho 2009 | 19h45

Com o acordo, o preço para 2009 passa a ser de 0,9651 dólar por unidade de ferro para o minério de ferro fino do Sistema Sul e Sudeste (SSF) e de 1,0095 dólar para o fino de Carajás (SFCJ), informou a mineradora em um comunicado.

As duas empresas concordaram também com a redução de 48,3 por cento no preço das pelotas (minério de ferro enriquecido), com o preço caindo para 1,1384 dólar por unidade de ferro para pelotas de alto forno de Tubarão, o mesmo fechado com outros clientes da mineradora brasileira.

Também nesta sexta-feira, após o fechamento do mercado, a Vale informou ter concluído as negociações do preço do minério de ferro com a Eregli Demir Celik (Erdemir), maior siderúrgica da Turquia.

A redução de preços acertada com a Erdemir, em meio à crise internacional, foi a mesma acordada com a Ilva para o minério fino (28,2 por cento) e para as pelotas (48,3 por cento).

A Vale acertou ainda com a Erdemir queda de 44,47 por cento nos preços do minério granulado, na comparação com o valor de 2008.

CHINA

As ações da Vale fecharam em alta de 0,27 por cento, com investidores cautelosos com o papel enquanto a empresa não fecha contratos significativos de longo prazo na China, seu maior mercado. Já o Ibovespa teve alta de 0,3 por cento, aos 52.072 pontos.

Para o analista Pedro Galdi, da corretora SLW, as negociações com a China devem estar próximas de um final feliz para a Vale, que deve conseguir repassar o preço de referência com uma queda de 28,2 por cento em relação ao contrato de 2008, para seus principais clientes asiáticos.

"A China deve estar tentando uma maneira de aceitar esse preço sem dar recibo que estava errada ao pedir uma redução maior (pedia queda de 40 por cento). A China vai ceder, mais cedo ou mais tarde, mas vai", afirmou o analista.

As ações da companhia tinham influência ainda de rumores de uma possível oferta pela empresa de fertilizantes Mosaic, apesar de o mercado descartar a compra. Sobre o assunto, a Vale afirmou apenas que não comenta boatos.

"Ela quer crescer em fosfato, mas o momento não é para um negócio tão grande, pode até estudar, mas não comprar, não faz sentido", avaliou Galdi.

"Toda sinalização deles é crescer no setor de siderurgia, ficar grande em cobre e carvão... pode até comprar fertilizantes, mas não desse porte", complementou.

A Mosaic é uma das maiores produtoras de fosfato e potássio do mundo.

(Por Denise Luna e Camila Moreira)

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