Vale já teme não poder atender a toda a demanda

Depois de um período de forte retração do mercado, que levou a Vale a fechar minas de menor porte e reduzir investimentos, a empresa começa a enfrentar o problema inverso, por causa da retomada dos mercados. Segundo o diretor de Relações com Investidores, Fábio Barbosa, a Vale já está preocupada em ter capacidade para atender à demanda chinesa.

Natalia Gómez, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2009 | 00h00

"Na China, o problema não é demanda, o desafio é ter capacidade para atender à demanda porque as demais regiões do mundo estão se recuperando", disse. Além de refletir a retomada do mercado, o executivo indica que a China deve ter menos espaço para se opor ao aumento de preço do minério em 2010.

De acordo com o executivo, a Vale tem capacidade de produzir de 300 milhões a 310 milhões de toneladas de minério por ano, número que não terá grandes mudanças em 2010 porque os projetos de expansão levam muito tempo para serem concluídos. "O prazo de entrega depende de limitações físicas."

Um dos principais planos é a expansão de 10 milhões de toneladas anuais na mina de Carajás, com conclusão prevista para 2010. No terceiro trimestre deste ano, as vendas de minério de ferro e pelotas da Vale somaram 72,93 milhões de toneladas, o que representa uma venda anualizada de 291 milhões de toneladas, próximo do limite de capacidade da mineradora.

Para a China, as vendas atingiram o recorde trimestral de 39,838 milhões de toneladas. Segundo Barbosa, o avanço foi provocado pelo consumo interno. Mesmo assim, a participação do país nas vendas da empresa caíram de 66,2% para 54,6% em comparação com o segundo trimestre, em razão da retomada econômica mundial, inclusive no Brasil.

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