Vale negocia com fornecedores visando redução de custos

Além de se mostrar mais flexível em relação à formação do preço do minério de ferro, seu principal produto, a Vale também está mudando a sua relação com fornecedores visando a redução de custos, além de investir em frota própria de navios e diminuir a produção em minas de maior custo.

DENISE LUNA, REUTERS

07 de maio de 2009 | 17h57

"Estamos tentando simplificar os projetos em desenvolvimento, simplificando nossas linhas de produto e buscando reduzir produção em unidades de maior custo", afirmou a jornalistas o diretor financeiro da Vale, Fábio Barbosa, que anunciou nesta quinta-feira que a Vale está revendo o investimentos previsto de 14,2 bilhões de dólares para 2009.

Segundo o executivo, do quarto trimestre de 2008 para o primeiro trimestre deste ano a mineradora conseguiu reduzir custos em 600 milhões de dólares com essas medidas.

"Estamos avançando na estrutura de custos, conseguimos uma redução importante associada não só a volumes mas em renegociação de preços, assim como recuperando a operação de minas de menor custo", explicou.

Ele lembrou que a vantagem da Vale é contar com um mina como a de Carajás, no Pará, cujo minério praticamente não precisa de processamento.

"A mina de Carajás é um privilégio, conseguimos aumentar a participação relativa da mina de Carajás", informou.

Segundo o executivo, o fato de os principais clientes da Vale serem da Ásia obriga a companhia a planejar melhor a operação do frete, e para isso vem aumentando a sua frota de navios.

"Uma mudança foi observada na geografia dos nossos produtos, e com isso é um desafio adicional que temos que superar em função da distância que temos dos mercados mais dinâmicos, que são o mercado asiático e mais em particular a China", explicou.

Enquanto todos os mercados registraram queda de compras dos produtos da Vale no primeiro trimestre, China e Coreia apresentaram maior demanda, segundo dados divulgados pela empresa na quarta-feira.

"Estamos tentando tornar mais eficiente o centro corporativo, buscando com nossos fornecedores um fortalecimento da parceria com a renegociação dos termos dos contratos, porque o mundo mudou e isso tem que ser refletido na relação com os nossos fornecedores", concluiu.

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