Vale prevê iniciar obra de siderúrgica no ES em 2011

A Vale prevê que o processo de licenciamento ambiental para a construção da Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), no Espírito Santo, desenvolva-se durante o próximo ano e avalia que poderá iniciar as obras em 2011.

REUTERS

18 Dezembro 2009 | 11h54

A informação foi divulgada um dia depois de a companhia entregar ao governo capixaba o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA-RIMA), o documento mais importante para o início do projeto e o primeiro passo para a obtenção da licença prévia do empreendimento.

"A expectativa é de que a usina esteja pronta para operar em 2014", afirmou a companhia, em um comunicado nesta sexta-feira.

A usina terá capacidade anual para produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço e será instalada em Anchieta, na região sul do Espírito Santo.

"Cabe destacar que a Vale vem atuando para o desenvolvimento de novos projetos siderúrgicos no Estado (ES) desde 2003, quando trabalhamos para a viabilização do terceiro alto-forno da então CST, hoje ArcelorMittal", lembrou o presidente da Vale, Roger Agnelli, no comunicado.

Atualmente, a Vale está envolvida na viabilização de quatro grandes projetos siderúrgicos no país, como parte de agregar valor ao minério de ferro.

Além da CSU, a Vale constrói atualmente em Santa Cruz (RJ), em parceria com a ThyssenKrupp, uma nova usina com capacidade anual de 5 milhões de toneladas de placas de aço, com entrada em operação prevista para meados do ano que vem.

A Vale ainda prevê iniciar em 2013 as operações de uma usina siderúrgica em Marabá (PA). No Ceará, um projeto em parceria com a coreana Dongkuk deve operar também a partir de 2013.

Os estudos para a obra da CSU, no Espírito Santo, projeta a utilização das "mais avançadas tecnologias de produção de aço e controle ambiental", afirmou a Vale.

"Para o controle da emissão de particulados, serão adotadas medidas como dimensionamento diferenciado das chaminés, utilização de 140 filtros espalhados por todo o processo de produção, e utilização de correias transportadoras de matérias-primas fechadas e enclausuradas nos pontos onde há transferência de material."

Em relação aos recursos hídricos, "um dos pontos de atenção do empreendimento", toda a água doce utilizada será recirculada com índice de reaproveitamento de 97 por cento, ressaltou a companhia.

(Por Roberto Samora)

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