Vale vê demanda firme para minério; vende toda produção

A Vale continua contando com demanda firme por minério de ferro e vendendo todos volumes produzidos pela companhia, afirmou nesta segunda-feira o coordenador-executivo de Relações com Investidores, Viktor Moszkowicks, a despeito dos sinais de desaceleração da economia chinesa.

REUTERS

21 Maio 2012 | 17h27

"Não temos nenhum problema em relação aos pedidos, continuamos vendendo todas as quantidades produzidas pela companhia. O cenário que enxergamos continua positivo", disse o executivo da maior produtora do mundo de minério de ferro, após notícias da Ásia de que alguns compradores estão pedindo adiamento de entregas ou descumprindo contratos.

A demanda chinesa é uma das preocupações citadas por analistas em seus relatórios a respeito do desempenho das mineradoras.

O preço do minério de ferro tem recuado nas últimas semanas, passando de 150 dólares por tonelada há cerca de duas semanas, para 135 dólares na sexta-feira, disseram os próprios executivos da Vale.

Para Marcelo Aguiar, analista do Goldman Sachs, o preço da commodity deve ficar em torno de 150 dólares a tonelada no mercado à vista no segundo semestre, apresentando uma recuperação na comparação com os valores atuais.

O especialista avalia que os preços estão em queda agora devido a uma série de fatores que aumentaram a oferta, entre os quais a tendência da Índia de ofertar mais minério neste período, assim como Brasil e Austrália, que retomaram a normalidade da produção após chuvas e furacões.

Segundo ele, compradores chineses devem aumentar as compras de minério no segundo semestre por conta de queima de estoques e melhores condições de compra.

"Nossa expectativa no Goldman Sachs é que haverá um pacote maior de incentivos à demanda doméstica na China ao longo do segundo semestre", afirmou.

A expectativa de Aguiar está em linha com as expectativas de executivos da Vale, segundo declarações na sexta-feira. Tanto o presidente da companhia, Murilo Ferreira, quanto José Carlos Martins, diretor de Ferrosos e Estratégia da mineradora, afirmaram que os preços vão se recuperar no segundo semestre.

(Por Sabrina Lorenzi; edição de Roberto Samora)

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