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Vale vê preço do minério subindo cerca de 20% no 2o tri

A mineradora Vale, que registrou lucro recorde em 2010 devido, em boa parte, aos elevados preços do minério de ferro, acredita que os valores do produto vão subir cerca de 20 por cento no segundo trimestre deste ano, e então se estabilizar por alguns meses.

REUTERS

25 de fevereiro de 2011 | 17h12

Executivos da empresa disseram a jornalistas nesta sexta-feira que a demanda asiática pelos produtos da mineradora, sobretudo por minério, deverá seguir elevada e possivelmente em maiores níveis do que os atuais.

Os valores do minério são definidos trimestralmente, com base na variação média no mercado à vista da China nos três meses anteriores, com exceção do mês imediatamente anterior ao novo período de precificação.

A empresa havia registrado pequeno recuo no valor do minério no primeiro trimestre deste ano, devido a uma queda na média nos meses finais do ano passado, mas recentemente os preços no mercado spot voltaram a subir substancialmente, projetando uma nova alta nos contratos trimestrais.

O cenário de demanda firme, somado à inexistência de início de operação de qualquer grande projeto de produção de minério no momento, está elevando os valores no mercado à vista.

"A China e outros países asiáticos cada vez terão uma proporção maior na demanda pelos nossos produtos", afirmou José Carlos Martins, diretor de Marketing, Vendas e Estratégia, detalhando que mercados maduros continuam mais lentos, como o europeu, que tem nível operacional cerca de 20 por cento abaixo do volume pré-crise.

A empresa descartou mudanças no sistema de ajuste do preço do minério, que passou a ser trimestral desde o ano passado.

Apesar do grande fluxo de caixa, a companhia, que teve lucro líquido de 30 bilhões de reais em 2010, disse que só fará "aquisições oportunísticas", de menor porte, para complementar estratégias atuais da empresa, que mantém o foco no crescimento orgânico.

Na parte financeira, a empresa confirmou que negocia com bancos estrangeiros uma linha de crédito rotativa, de 3 bilhões de dólares. Os detalhes da operação devem ser conhecidos nos próximos dias.

"É um tipo de cheque especial. A idéia é não usar, e deixar como um tipo de seguro", explicou o diretor financeiro, Guilherme Cavalcanti.

Segundo ele, a Vale não pretende realizar capitações em 2011 no mercado internacional, já que possui confortável fluxo de caixa para sustentar os investimentos planejados.

Sobre os tumultos no norte da África e no Oriente Médio, que puxaram alta no preço do petróleo, Martins afirmou que até o momento eles foram inexpressivos para o mercado de minério de ferro em termos de impacto.

O efeito maior ocorreu nos preços de alguns metais mais líquidos, negociados na bolsa de Londres.

(Reportagem de Marcelo Teixeira)

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