Vale vê situação atual melhor, mas recuperação é lenta

A mineradora brasileira Vale vê uma situação atual bem melhor no mercado do que a verificada no quarto trimestre de 2008, mas acredita que a recuperação deverá ser lenta, de acordo com o diretor financeiro Fabio Barbosa.

REUTERS

24 de junho de 2009 | 17h34

"Estamos vivendo uma crise, que parece que estamos já saindo. Vai ter suas repercussÕes, mas a nossa confianÇa no futuro permanece, em função de perspectivas extremamente positivas no longo prazo", disse ele durante palestra em encontro com executivos de finanças.

"Todas as indicações são de que o fundo do poço foi atingido, e começamos a nos recuperar", acrescentou.

Sem querer falar sobre as negociações em andamento para o ajuste do preço do minério de ferro este ano, Barbosa sinalizou aos executivos que apesar da paralisia econômica em alguns mercados, a China continua dando sinais de recuperação.

Segundo Barbosa, as importações de minério de ferro pelo gigante asiático, principal mercado da empresa, aumentaram 26 por cento nos primeiros cinco meses do ano.

Ele citou, entre outros indicativos de recuperação, a aceleração dos investimentos em ativos fixos na China, que mede os gastos nos equipamentos das fábricas, instalações de produção e no setor imobiliário, que teriam subido no primeiro trimestre entre 37 e 40 por cento em relação há um ano.

"O investimento chinês em ativos fixos mostra a força da recuperação", disse Barbosa.

Ele lembrou que com medo da inflação o governo chinês limitou em 2008 o crédito imobiliário, que agora voltou com força.

"Isso é importante porque a construção de imóveis absorve 40 por cento do aço da China", informou na palestra, afirmando que após dois trimestres de forte contração, a produção global de aço voltou a crescer em maio.

Ele destacou ainda que assim como a China, a Índia é um mercado em crescimento e na avaliação do executivo vai continuar crescendo.

"A Índia tem população similar à da China e uma produção de aço que é 10 por cento da produção da China, será que eles vão se contentar com isso?", indagou, dando indicativo de otimismo também com o mercado indiano.

(Por Denise Luna)

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