Vannuchi quer tirar termo 'sequestro' da ação do caso S.

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pediu hoje, em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que o termo "sequestro" seja retirado do processo do menino Sean, filho do americano David Goldman e da brasileira Bruna Bianchi. "Não se trata de sequestro", avaliou Vannuchi, que considera o caso "retenção ilegal".

EQUIPE AE, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 11h25

Os dois se casaram em 1999 e tiveram Sean em 2000, nos Estados Unidos. Quatro anos depois, Bruna trouxe o filho para o Brasil e pediu o divórcio de David. No País, ela entrou na Justiça pedindo a guarda do filho. No ano passado, Bruna morreu, após complicações no parto da filha com o segundo marido, o advogado João Paulo Lins e Silva. Desde então, Sean vive com o João Paulo, enquanto seu pai biológico luta pela devolução do filho.

Vannuchi defendeu uma solução "amistosa" para o caso durante a audiência da CCJ, mas avaliou que não é papel da Secretaria dos Direitos Humanos definir a legalidade. "A secretaria deve procurar uma solução amistosa e acionar o órgão do Poder Executivo, que é a AGU (Advocacia-Geral da União), para que estude a adequação ou não de iniciar a ação judicial", afirmou.

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