Varejo perde força em dezembro, mas tem 2010 recorde

As vendas no varejo ficaram estáveis em dezembro, mas tiveram no ano a maior expansão desde o início da série histórica em 2001, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

REUTERS

15 de fevereiro de 2011 | 09h30

O volume de vendas do comércio aumentou 10,9 por cento no acumulado em 2010. Na comparação entre dezembro de 2010 e o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 10,1 por cento.

Apesar do recorde no acumulado do ano, os números ficaram abaixo do esperado.

Analistas ouvidos pela Reuters previam alta mês a mês de 0,6 por cento --com previsões entre estabilidade e aumento de 2,0 por cento-- e elevação anual de 11,0 por cento --com estimativas de 9,65 a 12,1 por cento.

De acordo com o IBGE, a estabilidade das vendas do comércio em dezembro com ajuste sazonal indica uma "acomodação" após sete meses seguidos de crescimento.

O resultado de novembro ante outubro também foi revisado para baixo, com alta de 0,8 por cento, e não de 1,1 por cento como calculado anteriormente pelo IBGE.

Na série mensal, seis de oito atividades tiveram crescimento, com destaque para Tecidos vestuário e calçados (3,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,8%). As duas atividades com queda foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%).

Já na comparação com 2009, todas as atividades avançaram, com maior contribuição positiva para o índice vinda de Móveis e eletrodomésticos (18,3%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,5%).

"(Os) resultados anuais refletem aumento do poder de compra e expansão do crédito", afirmou o IBGE em nota.

A receita nominal avançou 1,0 por cento em dezembro ante novembro e 15,6 por cento em relação a dezembro de 2009. No acumulado do ano, a expansão foi de 14,5 por cento.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Stuart Grudgings)

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