Vaticano cobra presença de Dilma na 1ª missa papal

A diplomacia do Vaticano está empenhada em conseguir que os principais países católicos enviem seu mais alto escalão para a primeira missa do papa Francisco, em uma espécie de chancela internacional ao novo pontífice. O Brasil é uma das prioridades, ao lado da Argentina.

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h24

Diplomatas latino-americanos em Roma confirmaram que a chancelaria do Vaticano reuniu-se com diplomatas de diversos países querendo saber o tamanho e a qualificação das delegações que seus governos planejavam enviar para a missa, que serve como posse do papa. Segundo a imprensa italiana, o presidente americano, Barack Obama, planejaria participar da celebração.

Na Embaixada do Brasil no Vaticano, diplomatas afirmaram que têm pedido a Brasília informações sobre a delegação. "Não temos ainda nenhuma informação", disse o embaixador Almir Barbuda. A presença da comitiva brasileira é requerida em razão de o Brasil ter o maior número de católicos no mundo e também porque o País é considerado um dos principais atores internacionais.

Se a presença de Dilma ainda não está garantida, fontes do Planalto afirmam que os governos latino-americanos terão de lidar com um papa com um passado permeado por seu "silêncio" diante da ditadura militar na Argentina. /JAMIL CHADE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.