Vaticano critica Anistia por apoiar aborto de vítimas de estupro

Para cardeal, entidade 'não pode combater a pena de morte' e depois defender prática 'violenta'

Efe,

14 de agosto de 2007 | 09h00

O presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz, cardeal Renato Martino, acusou nesta terça-feira, 14, a Anistia Internacional (AI) de "responder à violência com violência", ao decidir apoiar o aborto em casos de mulheres vítimas de estupro.   Martino deu uma entrevista publicada nesta terça no jornal italiano Il Messagero. Ele acrescentou que a AI "não pode combater a pena de morte" e depois "se comportar de outra maneira em relação a uma criança que cresce no ventre de uma mãe".   Segundo a imprensa, a AI ratificará seu apoio ao aborto em casos de mulheres que tenham sido violentadas. Mas a organização ainda não se expressou oficialmente sobre o tema.   "Se a AI defende os fracos e oprimidos, não pode ignorar o mal que existe no aborto. É preciso ajudar as mulheres violentadas em Darfur ou em qualquer outra parte do mundo, com apoio material e psicológico, mas salvando a vida do bebê", acrescentou Martino.   Segundo o representante do Vaticano, os estupros em massa em Darfur são "crimes terríveis". Mas "induzir as mulheres ao aborto significa agravar sua dramática experiência", opinou.   O bispo afirmou ainda que, se a AI não retirar publicamente seu apoio ao aborto, o Vaticano vai recomendar aos católicos que não ajudem economicamente a organização. "Acho que o dinheiro que os católicos dão à entidade estaria mal gasto. Nós não apoiaremos ações e projetos abortistas", acrescentou.   A AI foi fundada em 1961 por Peter Benenson, um advogado britânico católico. Ela conta com o apoio do Vaticano, que porém não oferece nenhum tipo de financiamento.

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