Vaticano denuncia que lepra é uma doença negligenciada

O Vaticano denunciou neste sábado que a lepra se transformou em uma "doença negligenciada", mas que continua contagiando mais de 600 pessoas por dia, em mensagem publicada pela jornada mundial dedicada aos doentes. Na mensagem do presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, há um pedido para que essa doença não seja esquecida, pois apesar de sua incidência ter se reduzida drasticamente, ainda afeta 10 milhões de pessoas.No Brasil, começa a vigorar neste domingo uma parceria de combate à doença, segundo informa a coluna Pra Começo de Conversa de Zé Maria dos Santos no JT: "A Secretaria Estadual da Saúde fechou parceria de forte sentido bíblico com a Ordem Franciscana. Ao longo de 2007, suas igrejas farão campanha de prevenção contra a Hanseníase (Lepra). Começará em 28 (Dia Mundial da doença)com missa especial na histórica igreja do Lgo. de S. Francisco. Vale lembrar que o santo se destacou por cuidar de leprosos, eternos excluídos". Alerta para saúde e higieneO Vaticano disse que em 2006 foram registrados 76.673 casos a menos que no ano anterior, mas alertou que em muitas áreas ainda há doentes de lepra devido à ausência de mínimos serviços médicos e de higiene.O "ministro" da Saúde do Vaticano lembrou ainda que muitos doentes de lepra continuam obrigados a viver afastados e convidou os fiéis a "eliminar preconceitos contra os que estão dramaticamente afetados por esta doença".Além disso, agradeceu o empenho de um vasto número de pessoas anônimas que escolheram viver "com e para os irmãos e irmãs doentes de lepra".O cardeal Lozano Barragan explicou também que a Organização Mundial da Saúde (OMS) se preocupa em dar tratamento gratuito nos países onde ainda existe a lepra.

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2007 | 16h40

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