Vaticano distancia Papa das visões de muçulmano batizado

O Vaticano procurou nestaquinta-feira distanciar o Papa Bento 16 das visões políticas deum muçulmano que ele batizou no fim de semana de Páscoa,conhecido na Itália por suas fortes críticas ao Islamismo. A sede da Igreja Católica também tentou acalmar os temoresdos muçulmanos sobre o proselitismo nas escolas cristãs emnações islâmicas, como a que o egípcio convertido frequentou. O notório batismo do jornalista Magdi Allam durante oserviço de vigília da Páscoa no sábado colocou em foco a tensarelação do pontífice com o Islã e chateou importantespatrocinadores do diálogo entre cristãos e muçulmanos. O Vaticano disse que quer que o diálogo continue eressaltou que as opiniões de Allam não refletem a política daIgreja. "Allam tem o direito de expressar suas próprias idéias",disse o Reverendo Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, emum comunicado. "Elas continuam sendo suas opiniões pessoais e de modoalgum serão a expressão oficial das posições do Papa ou daSanta Sé." Explicando sua decisão de se tornar cristão, Allam escreveuna edição de domingo do diário Corriere della Sera, onde ésub-editor: " A raiz do mal está inata em um Islã que éfisiologicamente violento e historicamente conflituoso." Relações entre católicos e muçulmanos estremeceram depoisque o Papa fez uma preleção em Regensburg, na Alemanha, quesegundo muçulmanos insinuava que o Islã era violento eirracional. Muçulmanos no mundo todo protestaram e o Papa, que dissenão concordar com o Império Bizantino por ele citado, procuroucompensar fazendo visitas à famosa mesquita azul de Istanbul erezando voltado para Meca com seu ímame. No início de março, o Vaticano concordou com líderesmuçulmanos para estabelecer um diálogo oficial e permanentepara melhorar relações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.