Vaticano nega complô de cardeais

O Vaticano desmentiu ontem, "categoricamente", rumores divulgados ontem pela imprensa italiana de que um cardeal estaria manipulando o mordomo do papa Bento XVI e, na prática, estaria por trás do vazamento de documentos secretos da Santa Sé e de correspondências reservadas do papa com seu secretário particular. O mordomo, Paolo Gabriele, foi detido na semana passada acusado pelo vazamento.

CIDADE DO VATICANO, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2012 | 03h04

"Desminto categoricamente que se suspeite de um cardeal, seja ele italiano ou não", de ter vazado esses documentos, afirmou ontem o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.

Dois tradicionais jornais italianos, Il Messaggero e Il Corriere della Sera, denunciaram a existência de um suposto "cardeal traidor". O mordomo seria apenas o bode expiatório de uma disputa na cúpula da Igreja visando à sucessão de Bento XVI.

Para o vaticanista Marco Politi, o vazamento teria como alvo o cardeal Tarcisio Bertone, de 78 anos - um salesiano sem experiência diplomática que foi alçado ao posto de "número 2" do Vaticano. "Ele cometeu muitos erros no início de sua gestão, mas goza de prestígio com o papa", disse Politi. O grupo contrário seria de cardeais ligados ao pontificado de João Paulo II, que teriam perdido espaço com Bento XVI. / AFP, AP e EFE

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