Vaticano pede que muçulmanos rejeitem a violência

Cardeal encarregado do diálogo inter-religioso emite nota para marcar o fim do Ramadã

28 de setembro de 2007 | 15h37

O Vaticano pediu que os muçulmanos rejeitem a violência e trabalhem ao lado dos cristãos pela paz, ensinando os jovens a amar e respeitar todos os povos, evitando "blocos culturais ou religiosos que se opõem uns aos outros".   A principal autoridade católica encarregada das relações com o islã, cardeal Jean-Louis Tauran, emitiu a tradicional mensagem aos muçulmanos para marcar o fim do mês sagrado de Ramadã. No texto, o cardeal pede que os fiéis islâmicos entrem em diálogo com os cristãos "para nos ajudar a escapar da espiral de conflito e tensões múltiplas que marcam nossas sociedades".   Este é o apelo mais incisivo feito por Tauran, nomeado em junho para encabeçar o escritório do Vaticano para relações com os muçulmanos, o Conselho pontifício de Diálogo Inter-religioso.   As relações da Igreja Católica com o mundo islâmico passaram por uma forte tensão em 2006, depois de um discurso do papa Bento XVI ligando o islamismo á violência. Mais tarde, Bento disse lamentar que os muçulmanos tenham se sentido ofendidos por seus comentários.

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