Venda de fatia da Nokia Siemens não é provável no curto prazo, dizem fontes

O contrato que vincula a Siemens e a Nokia à Nokia Siemens Networks (NSN) por seis anos expirou nesta quinta-feira, com fontes das duas companhias controladoras dizendo que não há venda à vista por pelo menos nos próximos meses.

RITSUKO ANDO E JENS HACK, Reuters

04 de abril de 2013 | 14h22

A prescrição do acordo de acionistas libera as empresas para vender a totalidade ou parte de suas participações de 50 por cento na NSN sem consultar uma à outra. Alguns analistas especializados no setor de tecnologia disseram que o negócio poderia acontecer neste mês depois que executivos da Siemens formaram um comitê no início do ano.

Fontes da Siemens e da fabricante de celulares finlandesa disseram que nenhum acordo --incluindo uma listagem de ações ou compra-- era iminente, entretanto.

A Siemens tem falado mais do que a Nokia sobre seu desejo de vender a fatia na joint venture para se concentrar em seu principal negócio.

A Nokia também não faz segredo que quer se desfazer da NSN para se concentrar em seu negócio de telefonia móvel. Recentemente, a empresa cancelou seus dividendos e vendeu --e depois alugou de volta-- sua sede para economizar caixa.

Levar a NSN a listar ações em bolsa era "a solução ideal", disse um profissional de banco de investimento envolvido em acordos do setor de tecnologia, que pediu anonimato.

Outro cenário possível inclui a venda para empresas de private equity. Estas companhias se afastaram da NSN quando as co-controladoras tentaram, sem sucesso, vendê-la em 2011, mas uma recuperação da NSN poderia atrair interesse.

(Reportagem adicional de Arno Schuetze e Maria Sheahan)

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