Venda de móveis ainda não reage à isenção de IPI

O primeiro fim de semana de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre móveis não produziu o efeito esperado pelo governo e pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel).

Paula Pacheco, O Estadao de S.Paulo

01 Dezembro 2009 | 00h00

Nas lojas, o movimento foi normal.

"Os clientes chegaram à loja perguntando pelo preço com a redução do IPI. Mas o movimento foi o mesmo de outros fins de semana. Nesta época, as pessoas querem mesmo é fazer compras de Natal", diz Silvia Bueno, projetista da Art & Design, na zona sul de São Paulo.

José Luiz Diaz Fernandez, presidente da Abimóvel, acredita que no próximo fim de semana o comércio já estará mais preparado para a novidade.

A decisão de zerar o IPI foi publicada no Diário Oficial na sexta-feira. A concessão do desconto fica a critério do fabricante e da loja. O benefício vale para móveis de madeira, aço, plástico e ratã. A isenção vai até 31 de março e custará ao governo federal R$ 217 milhões.

A concessão vale também para produtos que estão em estoque. Nesse caso, o lojista tem de procurar a fábrica e pedir que a mercadoria seja faturada novamente. "Não é obrigatório, mas o varejista e o fabricante que não aderirem não vão vender", diz Fernandez.

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