Vendas de fertilizantes no Brasil aumentam 3,5% até julho--Anda

As vendas de fertilizantes no Brasil atingiram 14,3 milhões de toneladas entre janeiro e julho deste ano, crescendo 3,5 por cento ante igual período do ano passado, o qual já havia registrado forte demanda, apontou levantamento da indústria.

Reuters

17 de agosto de 2012 | 13h40

No mesmo período do ano passado, as entregas a consumidores finais somaram 13,8 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

O volume é superior ao registrado nos dois anos anteriores a 2011, que oscilou pouco acima de 10,5 milhões de toneladas, com agricultores estimulados por altas históricas nos produtos agrícolas apostando em boa lucratividade na próxima colheita.

No mês de julho, porém, as vendas internas recuaram 4,8 por cento, para 2,6 milhões de toneladas ante o mesmo mês do ano passado. Mas estão acima das registradas em julho de 2009 e 2010.

IMPORTAÇÕES EM QUEDA

As importações de fertilizantes intermediários --que são misturados para formulação do produto final-- cresceram 23,8 por cento em julho, para 2,5 milhões de toneladas, mas registram baixa de 6,7 por cento no acumulado do ano, para 10,4 milhões de toneladas.

David Roquetti, diretor-executivo da Anda, comentou que as greves estão afetando a movimentação de cargas nos principais portos brasileiros e devem ter reflexos no setor.

"As greves nos portos e dos caminhoneiros estão colocando em risco o potencial do setor (em vendas)", afirmou ele à Reuters.

As greves de funcionários públicos responsáveis por liberar a entrada e saída de cargas nos portos brasileiros afetaram as importações de fertilizantes, com filas que chegaram a superar 100 navios no início deste mês no Porto de Paranaguá, principal via de entrada do insumo no país.

Além disso, no final do mês passado caminhoneiros paralisaram importantes vias em protesto contra uma nova regra trabalhista.

Ele disse que não poderia fazer previsões sobre as vendas neste ano, mas observou que alguns analistas projetam entregas de 29 a 29,5 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde.

No ano passado, a comercialização do insumo no Brasil atingiu volume recorde de 28,3 milhões de toneladas, segundo a Anda.

A produção nacional, recuou 6,5 por cento em julho, para 868,7 mil toneladas. Entre janeiro e julho, a retração foi de 1,3 por cento, para 5,4 milhões de toneladas.

(Reportagem Fabíola Gomes e Reese Ewing)

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