Vendas de modelos Mitsubishi crescem 8,4%

A nissei MMC Automotores do Brasil, empresa administrada por um empresário brasileiro que fabrica modelos Mitsubishi, conseguiu até novembro aumento de 8,4% nas vendas, num ano considerado o pior para o setor automobilístico em uma década. Com dois modelos nacionais, o utilitário esportivo Pajero e a picape L200 e Sport, a montadora adotou sistema próprio de produção, mas com padrão de qualidade que passa pelo crivo da companhia japonesa. A fábrica tem baixo índice de robotização, ao contrário das operações da marca no Japão. A unidade vem passando por constante processo de nacionalização de peças e, em pouco mais de cinco anos de operação, estuda a produção de outro veículo no País, ainda mantido em segredo. "A decisão deve ser tomada em 2004 para início de produção no ano seguinte", diz o presidente da MMC, Eduardo Souza Ramos. A empresa é uma das menores no setor, mas aumenta a produção lentamente. "O porte menor possibilita ajustes mais rápidos do que em uma grande montadora. E isso é importante num país como o Brasil, um dos mais difíceis do mundo por causa das freqüentes mudanças na economia", afirma Ramos. A Mitsubishi brasileira emprega 900 funcionários na cidade de Catalão (GO). Nunca enfrentou uma greve desde o início das operações, em agosto de 1998. "Ainda vivemos uma espécie de lua de mel", compara Ramos, que sempre atuou no setor automotivo, em princípio como concessionário e depois como importador. A empresa opera com 50% de ociosidade - produziu cerca de 12 mil veículos em 2003 -, porcentual que deve cair com a melhora do mercado neste ano e o início das exportações para o Mercosul. NissanOutra montadora que mistura a tecnologia japonesa com administração brasileira, a Nissan - que opera em conjunto com a francesa Renault no Paraná - aumentou suas vendas em 10,3%, para 6.624 unidades, a maioria da picape Frontier e do utilitário XTerra, fabricados localmente.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2004 | 11h37

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