Vendas do Grupo Pão de Açúcar voltam a acelerar no 3º trimestre

O Grupo Pão de Açúcar começou a apurar no atual trimestre uma retomada no ritmo de vendas, após registrar no segundo trimestre desempenho aquém do esperado pela própria companhia, favorecido pelas medidas estatais para impulsionar o consumo, combinadas a fatores sazonais.

Reuters

17 de agosto de 2012 | 18h30

"Julho foi um bom mês, agosto deve ser melhor porque o calendário ajuda e setembro deve ser ainda melhor que agosto", disse o presidente-executivo da varejista, Enéas Pestana, a jornalistas durante o Fórum de Varejo da América Latina nesta sexta-feira, acrescentando que as vendas no terceiro trimestre até agora ficaram "dentro da meta" da empresa.

Além do maior número de finais de semana, o executivo apontou as medidas de incentivo que começaram a ser adotadas no final de 2011 pelo governo --incluindo desonerações, cortes na taxa de juros e maior oferta de crédito--, que devem começar a se refletir em vendas mais aquecidas.

"As medidas começam a dar sinais de maior contribuição e devemos viver um quarto trimestre melhor que o do ano passado", afirmou ele, se referindo ao período que conta com as vendas de Natal, que chegam a ser entre 40 e 60 por cento superiores às de um mês convencional.

"O quarto trimestre vai capturar ainda mais efeitos das medidas do governo... teremos um quarto trimestre diferente do que foi o ano como um todo e será um Natal muito bom", acrescentou.

Na quinta-feira, a tendência de recuperação do consumo na segunda metade do ano foi apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao divulgar que as vendas no varejo do país cresceram 1,5 por cento em junho ante maio, muito acima da expectativa do mercado.

"O mercado não está ruim, é mais uma crise de confiança", disse Pestana. "A desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ajudou, assim como a redução das taxas de juros e a redução de spread".

Nos três meses até junho, o Pão de Açúcar viu suas vendas pelo conceito mesmas lojas --que considera aquelas em operação há pelo menos 12 meses-- crescerem 4,7 por cento, quase metade do salto de 9,1 por cento apurado um ano antes, com o desempenho mais fraco apurado em abril .

Somada ao desaquecimento da demanda, a comemoração da Páscoa este ano no início de abril também impactou o desempenho do segundo trimestre, com os consumidores antecipando as compras para o final de março.

Pestana afirmou ainda que, apesar do primeiro semestre menos aquecido, o grupo "está preparado" para inaugurar um volume bem mais elevado de lojas até dezembro.

A varejista planeja fechar 2012 com entre 70 e 80 novas lojas abertas no segmento alimentar, sendo que mais da metade ficou concentrada no atual semestre. Segundo o executivo, essa meta de lojas deve inclusive ser superada.

(Por Vivian Pereira)

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