Vendas no varejo brasileiro sobem 0,7% em novembro, acima do esperado

As vendas no comércio varejista brasileira cresceram 0,7 por cento em novembro sobre o mês anterior, marcando o nono mês seguido de ganhos e recuperando um pouco de fôlego num resultado acima do esperado.

Reuters

16 de janeiro de 2014 | 09h47

Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a taxa mensal foi a mais alta desde agosto, quando houve avanço de 0,9 por cento. Sobre um ano antes, as vendas varejistas registraram aumento de 7,0 por cento.

Os números vieram melhores do que o esperado em pesquisa da Reuters, que mostrava projeções de alta mensal de 0,4 por cento em novembro e de 6,0 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Na comparação mensal, sete das oito atividades pesquisadas no varejo restrito tiveram alta. Os principais destaques foram Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,6 por cento); Tecidos, vestuário e calçados (1,5 por cento) e Móveis e eletrodomésticos (1,5 por cento)

O único resultado negativo foi registrado em Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com recuo de 2,1 por cento em relação a outubro.

A receita nominal do varejo teve alta de 1,1 por cento em novembro ante outubro e avanço de 13,8 por cento sobre um ano antes.

Já o volume de vendas no varejo ampliado --que inclui veículos e material de construção-- mostrou alta de 1,3 por cento em novembro sobre outubro, com aumento de 2,5 por cento nas vendas de Veículos e motos, partes e peças.

O consumo vem se beneficiando do mercado de trabalho firme, apesar da fraqueza da economia ao longo de 2013, assim como também de incentivos do governo com redução de impostos.

Entretanto, a inflação mostrou resistência no final de 2013, mantendo-se em patamar elevado, o que acaba diminuindo o poder de compra dos consumidores. Em novembro, o IPCA atingiu alta de 0,54 por cento na comparação mensal, para depois acelerar em dezembro a 0,92 por cento e encerrar o ano com avanço acumulado de 5,91 por cento.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Felipe Pontes)

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