Vendas trimestrais da Unilever decepcionam com desaceleração em emergentes

A Unilever divulgou nesta quinta-feira seu mais fraco crescimento de vendas trimestrais em quase cinco anos, com problemas persistentes na Europa e uma desaceleração nos mercados emergentes, incluindo China, afetando seu desempenho.

REUTERS

23 de outubro de 2014 | 09h29

A companhia anglo-holandesa de bens de consumo teve aumento de 2,1 por cento nas vendas no terceiro trimestre, abaixo das expectativas de analistas de crescimento de 3,7 por cento, de acordo com um consenso compilado pela empresa.

O volume de vendas, medindo a quantidade de produtos vendidos, subiu apenas 0,3 por cento no trimestre. Isso se compara com a estimativa de analistas de avanço de 1,8 por cento e um crescimento de 1,9 por cento no primeiro e segundo trimestres.

"As condições macroeconômicas continuaram a exercer pressão sobre os consumidores", disse o presidente-executivo da Unilever, Paul Polman, em comunicado.

A companhia gera mais de metade das suas vendas em mercados emergentes, onde as vendas do terceiro trimestre cresceram 5,6 por cento, devido principalmente a aumentos de preços. Em volume, a alta foi de apenas 0,9 por cento.

Na China, em particular, a queda foi drástica, de 20 por cento, conforme varejistas reagiram à desaceleração com a redução dos níveis de estoques.

Na América Latina, a receita cresceu 12,4 por cento no terceiro trimestre, somando 2,019 bilhões de euros de um total de 3,81 bilhões da região das Américas. Em volume, as vendas latinas subiram 2,4 por cento ante expansão de 1,7 por cento na América do Norte.

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