Fernando Souza/AFP
Fernando Souza/AFP

'Venezuelano não é mercadoria para ser devolvido', diz Bolsonaro

As declarações do presidente eleito contrapõe a do governador eleito de Roraima pelo seu partido, Antônio Denarium (PSL), que manifestou-se pela criação de um programa de "devolução" de imigrantes  e o fechamento da fronteira

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2018 | 17h29

RIO - O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse que o povo venezuelano não é mercadoria para ser devolvido. A declaração foi dada neste sábado, após participar de uma cerimônia da Vila Militar, na zona oeste do Rio. A afirmação contrapõe a do governador eleito de Roraima pelo seu partido, Antônio Denarium (PSL), que manifestou-se pela criação de um programa de "devolução" de imigrantes para a Venezuela e o fechamento da fronteira do país com o Brasil.

"O povo venezuelano não é mercadoria, não é produto, para ser devolvido. Se tivesse um governo democrático, há algum tempo teríamos tomado providências outras. Por exemplo, excluído (a Venezuela) do Mercosul pela cláusula democrática ou sequer entrado no Mercosul pelas mesmas cláusulas", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que a Venezuela não pode ser tratada como um país democrático. Durante a campanha, o presidente eleito foi pelo menos duas vezes à Roraima, onde defendeu a criação de um campo de refugiados para imigrantes.

Neste sábado, ele defendeu ainda o controle mais rígido nas fronteiras. "Tem gente que está fugindo da fome e da ditadura e tem também gente que a gente não quer no Brasi. Temos que entender que eles estão fugindo de uma ditadura apoiada pelo PT", disse.

Ainda neste sábado, o O presidente eleito disse que passará por outra avaliação de seu quadro clínico no dia 19 de janeiro, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. De acordo com o deputado, se a inflamação detectada do peritônio (membrana que envolve órgãos do sistema digestivo) estiver resolvida, ele deverá retirar a bolsa de colostomia no dia 20 de janeiro.

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