Vera Cruz volta a fazer ressonância em Campinas-SP

A Vigilância em Saúde de Campinas (SP) autorizou o hospital Vera Cruz a reabrir o setor de ressonância magnética, que funciona dentro da unidade, após o serviço ficar fechado por quase dois meses, depois de três pacientes morrerem no local, logo após o exame. A reabertura acontece mesmo sem o fim das investigações da Polícia Civil e da Secretaria da Saúde sobre a causa das mortes.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

25 de março de 2013 | 18h45

A empresa Ressonância Magnética Campinas (RMC), que funciona dentro do hospital, vai voltar a fazer exames nas três máquinas que estavam inoperantes desde o dia 28 de fevereiro, quando as vítimas morreram, após exames de ressonância magnética no crânio com uso de contraste.

Os exames no Vera Cruz foram autorizados sem o uso do contraste (composto químico usado para melhorar a qualidade das imagens) e não há riscos, segundo a Secretaria de Saúde. As bombas que fazem a injeção do contraste nos pacientes continuam interditadas. "Como não foram ainda esclarecidos os motivos que levaram à morte dos três pacientes, está proibido o uso do contraste", explicou a diretora da Vigilância, Brigina Kemp.

A assessoria da empresa RMC informou que poderão ser agendados exames de ressonância no hospital a partir de terça-feira (26). A liberação foi publicada no Diário Oficial do Município de sexta-feira (22). "Já havia sido detectado que as máquinas não tinham problemas. Em relação aos procedimentos, que dificultaram a rastreabilidade do material, e ao procedimento de ficha dos pacientes, a unidade já se adequou. Assim que voltarem a funcionar, vamos inspecionar esses novos procedimentos", explica Brigina. Segundo ela, a polícia também foi consultada sobre um eventual prejuízo às investigações.

A investigação continua sem conclusão na Polícia Civil. Os primeiros resultados dos exames necroscópicos divulgados até agora descartaram envenenamento. O delegado José Carlos Fernandes deve divulgar os laudos do Instituto Adolfo Lutz ainda esta semana. As vítimas tinham entre 25 e 39 anos, eram dois homens e uma mulher, não estavam com problemas de saúde e morreram sequencialmente, após realizarem exames de ressonância do crânio, com uso de contraste, em máquinas diferentes. No mesmo dia, outras 83 pessoas passaram pelo mesmo procedimento, sem apresentarem problemas.

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